Skip to content
25/08/2026
  • Instagram
  • Facebook
  • X
  • Youtube (Rádio Mirai)
  • Youtube (TV Mirai)
Portal Mirai

Portal Mirai

Notícias do Japão e do Brasil

Niponista do Brasil
Primary Menu
  • Início
  • Rádio Mirai
  • Quem somos?
Light/Dark Button
Nihon iTV
  • Sociedade

Professores no Japão continuam com as jornadas mais longas do mundo, segundo pesquisa da OCDE

Mesmo após reformas, docentes japoneses trabalham até 14 horas a mais por semana que a média internacional; atividades extracurriculares e tarefas administrativas são os principais fatores.
Luiz Gustavo Pinheiro 07/10/2025

Mesmo após reformas, docentes japoneses trabalham até 14 horas a mais por semana que a média internacional; atividades extracurriculares e tarefas administrativas são os principais fatores.

Os professores do Japão continuam sendo os que mais trabalham por semana entre os países e regiões pesquisados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo os resultados da pesquisa TALIS 2024, divulgados em 7 de outubro.

A pesquisa revelou que:

  • Professores do ensino fundamental trabalham em média 52,1 horas por semana
  • Professores do ensino médio (junior high) chegam a 55,1 horas semanais

Apesar de uma redução de 4 horas em relação à pesquisa anterior de 2018, o Japão ainda supera a média internacional em:

  • 11,7 horas no ensino fundamental
  • 14,1 horas no ensino médio

Em comparação:

  • Professores japoneses trabalham 9,8 horas a mais que os dos EUA
  • 12 horas a mais que os da Coreia do Sul
  • 16,4 horas a mais que os da França

Atividades fora da sala de aula:

O levantamento mostrou que os docentes japoneses dedicam menos tempo ao ensino direto (17,8 horas semanais, contra 22,7 horas da média global), mas gastam mais com:

  • Preparação de aulas: 8,2 horas (média global: 7,4)
  • Atividades extracurriculares: 5,6 horas (média global: 1,7)
  • Tarefas administrativas: 5,2 horas (média global: 3,0)

Esses números, embora menores que os de 2018, ainda estão acima da média internacional.

Escassez de professores preocupa:

A pesquisa também revelou um aumento significativo na percepção de falta de professores:

  • 40,7% dos diretores do ensino fundamental apontaram escassez como obstáculo à educação de qualidade (em 2018, eram 19,2%)
  • 35,6% dos diretores do ensino médio também indicaram o problema (em 2018, eram 27,5%)

Ambos os índices estão cerca de 12 pontos acima da média internacional.

Medidas e desafios:

Desde a última pesquisa, o Ministério da Educação do Japão implementou:

  • Limites para horas extras
  • Transferência de atividades extracurriculares para programas comunitários

Apesar disso, o modelo educacional japonês, que valoriza o desenvolvimento equilibrado de conhecimento, virtude e saúde física, continua exigindo muito dos professores.

“Embora ainda haja desafios, estamos avançando na direção certa”, afirmou um representante do ministério. “A escassez de professores é uma questão séria e será tratada como prioridade.”

Com informações via ODCE – TALIS 2024, Asahi Shimbun

Tags: ensinoFundamental EnsinoMédio Escola Japão Ministério da Educação OCDE Pesquisa professores

Post navigation

Previous: Nova líder do PLD, Sanae Takaichi enfrenta tensão com Komeito enquanto negocia nova coalizão com partido da oposição
Next: Vencedor do Nobel de Medicina, Shimon Sakaguchi critica falta de apoio à ciência no Japão

VEJA TAMBÉM

preço da energia no japao
  • Economia
  • Sociedade

Preço da energia no Japão atinge maior nível em três anos com calor extremo

Luiz Gustavo Pinheiro 25/08/2026
japan escola
  • Notícias Locais
  • Sociedade

Escola de idioma japonês em Aichi usava professores sem qualificação

Luiz Gustavo Pinheiro 24/08/2026
casasinstantaneas
  • Sociedade

Casas instantâneas ajudam vítimas de terremoto a deixar abrigos e carros no Japão

Cíntia Alves 24/08/2026

PARCEIROS

Copyright © 2026, Mirai Media Hub | Afiliada a Nihon iTV no DF | MoreNews by AF themes.