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Ataque com gás sarin no metrô de Tóquio completa 31 anos e vítimas ainda sofrem

Sobreviventes e familiares alertam para risco de esquecimento do atentado que matou 14 pessoas em 1995
Cíntia Alves 20/03/2026

Sobreviventes e familiares alertam para risco de esquecimento do atentado que matou 14 pessoas em 1995

Moradores e trabalhadores de Tóquio lembraram nesta sexta os 31 anos do ataque com gás sarin no metrô da cidade, considerado o pior atentado terrorista da história do Japão. Mesmo após mais de três décadas, sobreviventes e familiares das vítimas dizem que o sofrimento continua.

O ataque ocorreu em 20 de março de 1995, durante o horário de pico da manhã, quando membros do culto Aum Shinrikyo liberaram o gás tóxico em cinco vagões de trem. Ao todo, 14 pessoas morreram e mais de 6 mil ficaram feridas.

Na estação de Kasumigaseki, uma das mais afetadas, funcionários e familiares realizaram um momento de silêncio por volta das 8h, horário aproximado do atentado. Entre os presentes estava Shizue Takahashi, que perdeu o marido, então subchefe da estação.

Hoje com 79 anos, ela destacou que a dor permanece. “As pessoas que perderam familiares, assim como os sobreviventes, continuam sofrendo até hoje. Mesmo depois de mais de 30 anos, o horror ainda permanece”, afirmou.

O ataque foi ordenado por Shoko Asahara, cujo nome verdadeiro era Chizuo Matsumoto. Ele foi condenado por vários crimes, incluindo o atentado, e executado em 2018 junto com outros membros do grupo. A seita foi dissolvida, mas três organizações sucessoras ainda existem.

Uma pesquisa recente com 323 pessoas afetadas revelou que 26% dos sobreviventes e 33% dos familiares ainda apresentam sintomas de transtorno de estresse pós-traumático. Além disso, cerca de 75% afirmaram que não querem que o ataque seja esquecido.

Familiares das vítimas continuam cobrando do governo japonês a vigilância das atividades dos grupos sucessores. Eles também exigem que uma dessas organizações, chamada Aleph, cumpra uma ordem judicial para pagar cerca de 1 bilhão de ienes (aproximadamente 6 milhões de dólares) em indenizações.

O aniversário reforça a preocupação de que, com o passar do tempo, a memória do atentado possa se enfraquecer, enquanto as consequências para as vítimas seguem presentes no dia a dia.

Tags: atentado GasSarin Japão Kasumagaseki Memoria sobreviventes Toquio

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