Ícone do jazz mundial faleceu aos 95 anos em Nova York após décadas influenciando gerações de músicos
O lendário saxofonista Sonny Rollins morreu nesta segunda-feira aos 95 anos, em sua casa na cidade de Woodstock, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por sua porta-voz, Terri Hinte, à agência Associated Press.
Segundo a representante, o músico vinha enfrentando diversos problemas físicos nos últimos anos e estava praticamente sem sair de casa. A causa oficial da morte não foi divulgada.
Considerado um dos maiores nomes da história do jazz, Sonny Rollins marcou gerações com seu talento no saxofone tenor, sua criatividade e o estilo inovador de improvisação. Ele foi um dos últimos grandes músicos vivos da era do bebop, movimento que revolucionou o jazz nas décadas de 1940 e 1950.
Ao lado de John Coltrane e Charlie Parker, Rollins é lembrado como um dos saxofonistas mais influentes de todos os tempos.
Durante mais de cinco décadas de carreira, o músico ficou conhecido por buscar constantemente novos estilos e sonoridades. Mesmo após alcançar fama mundial, ele nunca se considerou totalmente satisfeito com sua própria arte. Em entrevistas, costumava dizer que ainda tinha muito a aprender e se definia como “um trabalho em progresso”.
Além do jazz tradicional, Sonny Rollins também explorou o free jazz e outras formas experimentais de música. Sua capacidade de improvisação era admirada por músicos e críticos em todo o mundo.
O artista também ganhou destaque entre fãs do rock ao participar do álbum Tattoo You, lançado em 1981 pela banda The Rolling Stones. O saxofonista participou da música “Waiting on a Friend”, criando um solo marcante após observar o vocalista Mick Jagger dançando durante as gravações.
Mesmo sendo reconhecido mundialmente, Rollins costumava fazer longas pausas na carreira para refletir e buscar novas inspirações musicais. Ele também evitava ouvir suas gravações antigas, afirmando que percebia falhas em suas performances.
Sonny Rollins deixa um legado histórico para o jazz e para a música mundial, sendo lembrado como um artista inovador, inquieto e apaixonado pela evolução constante de sua arte.
