Japão registra recorde de casos de insolação no trabalho em 2025

Número de trabalhadores afetados pelo calor extremo chegou a 1.803 casos, enquanto mortes caíram após novas medidas de prevenção

O Japão registrou um número recorde de casos de insolação relacionados ao trabalho em 2025. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do país, 1.803 trabalhadores sofreram problemas graves causados pelo calor extremo, um aumento de 546 casos em comparação ao ano anterior.

Mesmo com o aumento dos casos, o número de mortes caiu. Em 2025, foram registradas 19 mortes por insolação no ambiente de trabalho, contra 31 no ano anterior. Todas as vítimas fatais eram homens.

O governo japonês informou que o forte calor registrado entre junho e agosto do ano passado contribuiu diretamente para o aumento dos casos. As altas temperaturas atingiram várias regiões do país durante o verão, elevando os riscos para trabalhadores expostos ao calor por longos períodos.

Por outro lado, o ministério acredita que a redução das mortes pode estar ligada às novas regras implantadas em junho do ano passado. As medidas obrigam empresas a adotarem ações de prevenção contra doenças causadas pelo calor, como pausas regulares, hidratação e monitoramento da saúde dos funcionários.

Entre os setores com mais registros de insolação, a indústria de manufatura liderou com 365 casos. Em seguida aparecem construção civil, com 292 casos, comércio com 237, transporte com 220 e segurança com 199 ocorrências.

Os dados também mostram que trabalhadores mais velhos foram os mais afetados. Cerca de 52% dos casos envolveram pessoas com 50 anos ou mais. Desse total, 278 trabalhadores tinham pelo menos 65 anos.

O Ministério da Saúde japonês considera como casos de insolação no trabalho tanto as mortes quanto situações em que o trabalhador precisou ficar afastado por quatro dias ou mais devido aos efeitos do calor.