Vinte das 42 escolas analisadas em Fukuoka apresentaram índices acima do limite nacional; autoridades prometem reforçar limpeza e ventilação
Uma inspeção ambiental realizada em escolas públicas da cidade de Fukuoka, no sudoeste do Japão, identificou níveis de ácaros acima do padrão nacional em quase metade das unidades avaliadas. Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, 20 das 42 escolas que tiveram suas salas de transmissão examinadas apresentaram índices superiores ao permitido pela legislação japonesa.
Após a descoberta, o Conselho Municipal de Educação de Fukuoka informou que as escolas afetadas passaram por limpeza e que orientará todas as instituições de ensino da cidade a reforçarem os procedimentos de higienização e ventilação dos ambientes.
A legislação japonesa determina que escolas realizem inspeções anuais para verificar a presença de ácaros e de alérgenos relacionados, como fezes e restos de seus corpos. O limite nacional estabelecido é de até 100 ácaros por metro quadrado.
No entanto, o Conselho Municipal de Educação admitiu que não havia realizado esse tipo de verificação desde a revisão da Lei de Saúde e Segurança Escolar, ocorrida em 2004. As inspeções só foram retomadas no ano de 2025.
Durante a primeira etapa do programa de fiscalização, foram avaliadas 69 escolas municipais, incluindo unidades de ensino fundamental, ensino médio, educação especial e ensino secundário. Ao todo, 138 locais foram analisados, entre eles enfermarias escolares e salas multiuso equipadas com camas ou carpetes, ambientes considerados mais propensos ao acúmulo de ácaros.
As autoridades informaram que as inspeções continuarão até o ano de 2027, quando todas as escolas municipais deverão ter passado pelo processo de avaliação.
Os ácaros são organismos microscópicos que podem desencadear alergias, crises respiratórias e irritações em pessoas sensíveis, especialmente crianças. Por isso, especialistas recomendam a manutenção regular da limpeza, da ventilação dos ambientes e da higienização de carpetes, colchões e estofados para reduzir os riscos à saúde.
O Conselho Municipal de Educação afirmou que seguirá monitorando a situação e adotará medidas preventivas para garantir um ambiente escolar mais seguro e saudável para alunos e funcionários.
