Um Global Hawk da Força Aérea do Japão caiu no mar ao largo em Tottori, no oeste do país, informou a Força Aérea de Autodefesa do Japão nesta quarta-feira. Segundo a força, as autoridades chegaram a essa conclusão depois de analisar fotografias de objetos encontrados flutuando no mar. Além disso, a aeronave não tinha gravador de voo, conforme informou a instituição.
Antes disso, o drone de reconhecimento, fabricado nos Estados Unidos, havia decolado por volta das 10h20 de terça-feira da Base Aérea de Misawa, em Aomori. Na sequência, a aeronave passou a ser controlada remotamente a partir da base. Por volta das 13h, quando voava a aproximadamente 50 quilômetros de Tottori, a Força Aérea de Autodefesa perdeu contato com o equipamento.
Investigação busca esclarecer causa da queda
Pouco antes do desaparecimento do radar, ocorreu uma falha na conexão entre o drone e os equipamentos de controle em solo da Base de Misawa. Por esse motivo, a Força Aérea de Autodefesa enviou uma equipe de investigação para recuperar a aeronave. Ao mesmo tempo, os investigadores vão analisar as comunicações com a base e outros fatores que possam ajudar a esclarecer a queda.
Desde 2022, a Força Aérea de Autodefesa opera os Global Hawks na Base de Misawa. Atualmente, o Japão possui três aeronaves desse modelo, utilizadas em missões de reconhecimento e vigilância. Cada unidade, por sua vez, custa cerca de 17 bilhões de ienes, valor equivalente a aproximadamente US$ 109 milhões.
Enquanto isso, a equipe responsável pela investigação pretende recuperar o máximo possível dos destroços e das informações disponíveis. Como o Global Hawk não tinha gravador de voo, os registros das comunicações com os equipamentos em solo deverão ajudar na análise. Dessa forma, as autoridades esperam identificar rapidamente as circunstâncias que levaram à queda da aeronave no mar de Tottori.
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