USS Gerald R. Ford supera 295 dias no mar após atuar em operações na Venezuela e na guerra com o Irã
O porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, bateu um novo recorde ao atingir 295 dias consecutivos em missão, a mais longa desde a Guerra do Vietnã.
A marca supera o recorde anterior de 294 dias, registrado pelo USS Abraham Lincoln em 2020, durante a pandemia de COVID-19.
A longa permanência no mar, próxima de 10 meses, levanta preocupações sobre o impacto na saúde mental dos militares e o desgaste dos equipamentos da embarcação.
O navio iniciou sua missão em junho de 2025, partindo de Norfolk, nos Estados Unidos, com destino ao Mar Mediterrâneo. Meses depois, foi redirecionado para o Caribe, onde participou de uma operação militar que resultou na captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Na sequência, o porta-aviões foi enviado ao Oriente Médio, em meio à escalada de tensões com o Irã. A embarcação participou dos primeiros dias do conflito, operando inicialmente no Mediterrâneo antes de atravessar o Canal de Suez e seguir para o Mar Vermelho.
Durante a missão, um incêndio em uma área de lavanderia obrigou o navio a interromper temporariamente as operações e retornar ao Mediterrâneo para reparos. O incidente afetou a rotina da tripulação e deixou cerca de 600 marinheiros sem local para dormir por um período.
Autoridades dos Estados Unidos demonstraram preocupação com os efeitos da missão prolongada. O senador Tim Kaine afirmou que o tempo excessivo no mar tem causado impacto significativo no bem-estar dos militares.
Apesar do recorde, a Marinha americana ainda não confirmou oficialmente a duração final da missão. No entanto, comandantes indicam que o desdobramento pode chegar a cerca de 11 meses, com retorno previsto para o fim de maio.
Outro porta-aviões, o USS George H. W. Bush, já foi enviado em direção ao Oriente Médio para reforçar a presença militar na região.
Embora seja o mais longo período recente, o recorde histórico ainda pertence ao USS Midway, que permaneceu em missão por 332 dias durante a década de 1970.
Especialistas avaliam que a operação evidencia tanto a pressão sobre as forças armadas quanto os desafios de manter grandes embarcações em missões prolongadas ao redor do mundo.
