Um brasileiro no Japão foi preso ao recrutar jovens para cometer assaltos. A quadrilha roubou joias em lojas de penhores em Tóquio e Chiba.
A polícia japonesa informou na última sexta-feira a prisão de quatro homens suspeitos de assalto. Entre eles está um brasileiro no Japão, de 25 anos, que trabalhava como pintor e residia na cidade de Toyonaka, em Osaka. O grupo é acusado de invadir uma loja de penhores na cidade de Matsudo, província de Chiba, em outubro do ano passado.
Os suspeitos utilizaram um pé de cabra para quebrar as vitrines e roubaram 32 itens, incluindo relógios e anéis avaliados em cerca de 2,9 milhões de ienes. Toda a ação criminosa durou apenas dois minutos. Outro integrante do grupo tem 19 anos, reside em Nagoia e também foi detido pelas autoridades.
O esquema de crime itinerante
As investigações do Departamento de Polícia Metropolitana revelaram que os quatro homens já haviam sido presos por outro roubo. Este segundo crime ocorreu apenas três dias depois da ação em Chiba, desta vez no bairro de Taito, em Tóquio.
As evidências apontam que o grupo se comunicava com o líder da quadrilha através de um aplicativo de mensagens altamente seguro. Devido a essa estrutura, a polícia investiga o caso como um grupo criminoso anônimo e itinerante, conhecido no país como Tokuryu. Acredita-se que o brasileiro no Japão e o jovem de 19 anos atuavam diretamente como recrutadores.
“Dá para ganhar dinheiro roubando”, disse o brasileiro aos demais integrantes para convencê-los a se unir ao grupo visando obter ganhos rápidos. Todos os quatro suspeitos confessaram os crimes durante os interrogatórios.
Alerta para os crimes Tokuryu
O esquema Tokuryu tem preocupado profundamente as autoridades de segurança pública. Esses grupos são formados por pessoas que não se conhecem previamente e são recrutadas através das redes sociais ou aplicativos de mensagem para cometer crimes específicos. Após a execução do delito, o grupo se dissolve rapidamente, o que dificulta o rastreamento pelos investigadores.
A polícia continua as investigações para identificar o líder que dava as ordens através dos aplicativos seguros e para descobrir se o grupo está envolvido em outras ocorrências pelo país. As autoridades reforçam o alerta para que os jovens não se deixem enganar por promessas de dinheiro fácil na internet.
Com informações de: NHK News e Sankei News.
