O governo japonês pediu às empresas de telecomunicações que bloqueiem o acesso a um site que divulga supostos dados de clientes roubados do grupo GMO Internet em uma tentativa de extorsão. Fontes próximas ao caso confirmaram o pedido nesta quinta-feira (29). A iniciativa busca impedir que as informações pessoais se espalhem ainda mais pela internet.
O Ministério de Assuntos Internos e Comunicações encaminhou o pedido a entidades do setor, incluindo a Associação de Operadoras de Telecomunicações. No entanto, o secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, evitou comentar medidas específicas durante uma entrevista coletiva. Ele afirmou que o caso continua em andamento e que ministérios, agências e autoridades policiais trabalham em conjunto para adotar as providências necessárias.
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O bloqueio de sites levanta questões jurídicas no Japão, pois pode afetar o sigilo das comunicações, garantido pela Constituição. Ainda assim, as autoridades aparentemente consideraram a medida necessária diante do risco de disseminação de informações privadas. Na terça-feira (27), o site publicou os dados pessoais de uma pessoa e ficou inacessível no dia seguinte. Entretanto, não há indicação de que o bloqueio tenha causado essa indisponibilidade. Na quarta-feira (28), a GMO informou que o site deixou de funcionar após ações coordenadas com partes relacionadas.
Hacker ameaça divulgar mais informações
O caso está relacionado a um acesso não autorizado identificado recentemente no serviço de negociação de câmbio da GMO. Na terça-feira (27), um hacker que as autoridades suspeitam estar por trás do ataque publicou uma mensagem na internet ameaçando divulgar diariamente os dados pessoais de mais clientes.
Além disso, o bloqueio forçado de sites voltou ao debate no Japão devido às discussões sobre o uso dessa medida contra plataformas estrangeiras de cassinos on-line ilegais. O governo não detalhou as ações adotadas no caso da GMO, e Kihara não comentou medidas específicas durante a entrevista coletiva.
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