Suspeitos teriam enterrado toneladas de árvores em área histórica protegida durante apresentações de circo
A polícia de Osaka, no Japão, encaminhou ao Ministério Público, no dia 21 de abril, um homem e uma mulher, ambos na faixa dos 40 anos, sob suspeita de danificar um importante sítio arqueológico ao enterrar árvores cortadas no local.
O caso ocorreu no Sítio arqueológico Ikegami-Sone, uma área histórica nacional localizada nas cidades de Izumi e Izumiotsu. De acordo com as autoridades, os dois teriam cometido o ato em duas ocasiões diferentes, entre janeiro e julho de 2022.
Segundo a investigação, a dupla é acusada de violar a Lei de Proteção de Propriedades Culturais do Japão, que protege patrimônios históricos e arqueológicos no país. No entanto, os suspeitos negam as acusações e afirmam que não enterraram nenhuma árvore no local.
A polícia informou que os investigados faziam parte de um grupo circense que realizou apresentações no parque do sítio histórico entre março e agosto de 2022. Durante as apurações, os agentes levantaram a hipótese de que as árvores foram cortadas para nivelar o terreno e facilitar a montagem da estrutura para os espetáculos.
Ainda conforme as autoridades, as árvores foram enterradas em vários pontos do sítio, totalizando cerca de 11 toneladas de material.
O Sítio arqueológico Ikegami-Sone é considerado um dos mais importantes do Japão, com vestígios que remontam ao período Yayoi (aproximadamente entre 300 a.C. e 300 d.C.), sendo um patrimônio de grande valor histórico e cultural.
O caso segue agora para análise dos promotores, que decidirão se apresentarão denúncia formal contra os suspeitos.
