Número de resgates bate marca histórica, com aumento de mortes, feridos e turistas estrangeiros envolvidos em acidentes
O Japão registrou em 2025 o maior número de pessoas perdidas ou isoladas em áreas montanhosas desde o início dos registros oficiais. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Agência Nacional de Polícia do país, 3.623 pessoas ficaram presas ou desapareceram em montanhas ao longo do ano, um aumento de 266 casos em comparação com 2024.
O número de ocorrências também atingiu um recorde histórico. Foram registrados 3.122 casos de pessoas perdidas, desaparecidas ou que precisaram de resgate em regiões montanhosas, o maior total desde 1961, quando começaram os levantamentos comparáveis.
As estatísticas mostram que a situação se agravou em relação ao ano anterior. Ao todo, 332 pessoas morreram ou continuam desaparecidas, um aumento de 32 casos. Além disso, 1.480 pessoas ficaram feridas, número 90 superior ao registrado em 2024.
Os idosos representaram a maior parte dos envolvidos. Pessoas com 60 anos ou mais corresponderam a 47,6% dos casos. A principal causa dos incidentes foi a perda de orientação durante trilhas e escaladas, responsável por 30,9% das ocorrências.
O número de turistas estrangeiros que enfrentaram problemas nas montanhas japonesas também atingiu um recorde. Em 2025, 246 visitantes de outros países ficaram isolados ou precisaram de resgate, um aumento de 111 pessoas em relação ao ano anterior. Os casos envolvendo estrangeiros chegaram a 174, crescimento de 75 ocorrências.
Entre os visitantes estrangeiros afetados, cerca de 80% praticavam esqui fora das pistas oficiais ou atividades de montanhismo, segundo a polícia japonesa.
Entre as cidades do país, Nagano registrou o maior número de ocorrências, com 358 casos. Em seguida aparecem Hokkaido, com 199, e Yamanashi, com 192 registros.
Apesar do aumento geral dos incidentes, a polícia informou que o número de pessoas perdidas no Monte Fuji ficou abaixo da média observada nos últimos cinco anos.
As autoridades japonesas reforçam a importância do planejamento adequado antes de trilhas e escaladas, especialmente para idosos e turistas estrangeiros que não conhecem bem as condições das montanhas do país.
